O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por uma grande diversidade de manifestações, que variam em intensidade e impacto na vida da pessoa.
Para ajudar no entendimento e direcionamento de tratamentos, o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) classifica o TEA em três níveis de suporte.
O autismo nível 2 é o que indica necessidade moderada de apoio, principalmente nas áreas de comunicação e comportamento.
Neste artigo, vamos explicar o que significa esse diagnóstico, como identificar sinais, quais são os principais desafios enfrentados no dia a dia e de que forma o cuidado especializado, como o oferecido aqui na bloomy, pode apoiar o desenvolvimento da criança.
O que é o "autismo de nível 2"
O autismo de nível 2 é uma classificação atribuída a pessoas que precisam de suporte considerável para lidar com a comunicação social, linguagem e comportamentos repetitivos.
Isso não significa que sejam menos capazes, mas sim que os desafios exigem maior atenção e estratégias mais estruturadas no cotidiano.
Essa classificação ajuda profissionais e familiares a compreenderem melhor as necessidades específicas da criança e a estruturarem o cuidado de forma mais eficaz.
Como funciona o diagnóstico do autismo nível 2
O diagnóstico do autismo, em qualquer nível, deve ser feito por uma equipe especializada, considerando aspectos comportamentais, desenvolvimento da linguagem, interação social e outras áreas do neurodesenvolvimento.
No nível 2, os sinais são mais evidentes do que no autismo nível 1, porém não chegam à complexidade do nível 3. A observação clínica e o uso de protocolos padronizados são fundamentais para identificar se há necessidade moderada de suporte.
O diagnóstico precoce do autismo é essencial para que as intervenções sejam iniciadas o quanto antes, favorecendo ganhos significativos na autonomia e qualidade de vida.
Diferenças práticas entre nível 1 e nível 2
Uma dúvida comum é sobre o que diferencia o nível 2 do nível 1. Enquanto o nível 1 pode demandar apoio apenas em situações sociais específicas, o nível 2 exige ajuda mais frequente e intervenções mais estruturadas, mesmo em atividades rotineiras.
Por exemplo, uma criança com nível 2 pode ter dificuldade de compreender regras simples de convivência, apresentar rigidez comportamental mais acentuada e mostrar maior resistência a mudanças na rotina.
A interação social costuma ser mais limitada, com prejuízo na troca de olhares, expressões faciais e linguagem.
Quer saber mais? Leia mais sobre esse debate no artigo autismo leve ou severo.
Sinais de necessidade moderada de suporte
Alguns sinais que podem indicar autismo nível 2 em crianças:
- Pouco interesse por interações sociais, mesmo com apoio;
- Uso limitado ou ausente da linguagem verbal funcional;
- Repetição constante de movimentos (como balançar o corpo ou bater as mãos);
- Dificuldade em lidar com mudanças ou imprevistos;
- Forte apego a rotinas e objetos;
- Reações intensas a estímulos sensoriais (como ruídos ou texturas);
- Dificuldade em compreender normas sociais.
Esses comportamentos não significam que a criança não pode aprender ou evoluir. Pelo contrário: com o suporte adequado, muitos desafios podem ser amenizados ao longo do tempo.
Dificuldades mais comuns no dia a dia
No cotidiano, o autismo nível 2 pode impactar desde o brincar até a adaptação escolar. Entre as dificuldades mais relatadas por famílias e educadores, estão:
- Barreiras na comunicação funcional;
- Resistência a tarefas coletivas;
- Desregulação emocional frequente;
- Preferência por brincadeiras solitárias;
- Dificuldade em expressar necessidades básicas;
- Sensibilidade sensorial acentuada.
Esses desafios reforçam a importância de estratégias específicas, acolhedoras e baseadas em evidências.
Como a terapia ABA ajuda no autismo nível 2
A terapia ABA no autismo é uma das abordagens mais recomendadas para pessoas com TEA, especialmente nos níveis 1 e 2. A Análise do Comportamento Aplicada trabalha com reforço positivo, estruturação do ambiente e ensino de habilidades adaptativas.
Na bloomy, cada criança com autismo é atendida por uma equipe multidisciplinar, que integra psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e outros especialistas. O objetivo é respeitar o tempo de cada criança, promovendo desenvolvimento, autonomia e bem-estar.
Além disso, o tratamento multidisciplinar para crianças com autismo garante que todos os aspectos — comunicação, interação social, motricidade, regulação emocional — sejam acompanhados de forma integrada e contínua.
Os planos terapêuticos são personalizados, com metas construídas junto às famílias. O suporte inclui ainda orientações para a escola, acompanhamento dos cuidadores e uso de recursos tecnológicos para registrar a evolução da criança em tempo real.